sociedade do espetáculo virtual
Assim como todo brasileiro que [não] se preze eu tive um orkut. Apaguei o orkut assim que comecei a me sentir um entre um milhões de retardados com um espelhinho virtual onde,por mais que você negue, você é só mais um tentando moldar a sua imagem de acordo com o modo que você gostaria que as pessoas te vessem.
Vendo house esses dias algum dos personagens falou uma coisa inteligente: só 1% porcento das pessoas realmente é diferente dos outros 99%, mas 100% das pessoas acham que estão nesse 1%. O que me incomodava mesmo era entrar no orkut alheio e ver aquela foto da pessoa sorridente, com uma frase auto-ajuda escrito no profile e fotos do tipo “olha como minha vida é loka e sou cheia de amigos”, “olha, já fui em paris”, “cada abadá, uma história!”
não que ter orkut tenha sido algo completamente ruim. foi bom pra saber que 1.626.998 pessoas são legais, e não estão me dando mole.
não pensei em nada interessante pra falar nesse momento e mesmo assim tô com vontade de escrever, o que é um paradoxo que só se resolve se eu escrever sem pensar o que passa pela cabeça. o resultado disso é um texto que trata de absolutamente merda nenhuma e que você, o babacão, leu.




como u bróg é meu e eu faso u que eu quisé, vou recomendar alguns livros, filmes ou qualquer outra coisa.
Sempre achei que não tinha nada de útil pra dizer e por isso nunca perdi tempo escrevendo. Depois lembrei que tem pessoas que definitivamente cagam pelos dedos e mesmo assim não ficam quietas nunca, tipo o Olavo de Carvalho, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e aquele gordinho que faz artigos na Época.